quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Sabedor da situação, o gato que tudo escutava, virou-se para o coronel e falou com tom de deboche:
- Mas claro coronel! Faremos tudo que estiver ao nosso alcance!
Conhecendo o jeito esperto do gato, a onça não tardou a se apresentar também:
- É coronel, NÓS faremos tudo que estiver ao nosso alcance...
- Bando de bichos fingidos!- pensei eu. Todos se fazendo de gentis para tirar proveito da situação! Quanta malandragem! Quanta esperteza! Mas não há de ser nada, eu também não vou ficar aqui me roendo!
Me despedi e sai. Fui em frente, continuei pedalando pela alameda matutando sobre o ocorrido.
Me dei conta que quando vejo alguém dando uma de esperto, fico fula da vida querendo mostrar que percebi, que também sou esperta.
Depois de pedalar mais uns 2 km numa estrada cheia de buracos e pedrinhas, percebi que quando alguém dá uma de esperto, está pensando só nele mesmo. Não está considerando as qualidades e atributos do outro. É só ele.
Quando cheguei no quilometro 7, já não me importava mais quem era realmente esperto.
Tudo que eu via era o percurso, o quanto eu já havia pedalado e o que vinha pela frente. Não havia mais gato, nem onça no meu caminho. Todos ficaram para trás. O melhor mesmo ainda estava por vir...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009



"Para que tanta pressa e tanto receio? O futuro sempre nos chega a uma velocidade de 60 minutos por hora..." - Albert Einstein

quarta-feira, 29 de julho de 2009


E x i s t e ?
E x i s t o.
Mo-vi-men-ta?
Mo-vi-men-to.
Existe chuva. Existe movimento.
Existe movimento na chuva. Movimento existe na chuva. Na chuva existe movimento.
Chuva não varia... e a chuva não para!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Dia do Amigo


Não tem hora. Tem que acontecer a qualquer hora.
Não tem dia certo. Tem que acontecer quando estão todas prontas.
A hora é na hora. Nada programado, apenas formulado um único pensamento: "-vamos nos encontrar?"
O encontro, então, é mágico! Pleno! Fabuloso! A partir do desejo interior cada uma pelo encontro.
Um enorme bem estar! Um enorme prazer de estar com aquelas amigas!
Falamos, rimos, falamos mais, rimos mais! O café, o bolo, o tiramissu, o chocolate são só complementos de um anoitecer em companhia. É isso que preciso! Que mais eu posso querer? Acho que é isso que nós precisamos. Não sempre! Porque se for sempre, perde a graça do encontro. É preciso regar com a falta que voces me fazem!
Obrigado queridas amigas: Ciça, Emily e Angelita! Que bom que voces existem! Que bom que conheci voces!

segunda-feira, 22 de junho de 2009



Que dia lindo! Que sol maravilhoso! Que sensação plena de vida! Que abundância!
Tudo pleno, tudo muito, tudo belo, tudo ali!
Desafaiar a rotina e inventar novidade! Nada mais correto a se fazer. Acredite: é importante aceitar desafios.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Intervalo

Eu estava lá esperando o próximo cliente. Sentada olhando o relógio e vendo quanto tempo ainda teria até as batidas na porta acontecerem. Dali, a sala parecia apertada. As paredes muito próximas, pareciam se juntar.

Nunca atendi ninguém sentada ali. Sempre vamos para o outro ambiente, mais informal, mais parecido com a sala de estar da casa de todos nós. Arrumado para propiciar uma conversa. Geralmente eu fico a vontade. Não creio que o cliente se sinta assim.

Dali, eu via pela janela da sala a lateral de um outro prédio. Janelas pregadas na parede branca. Não costumo ver ninguém nas janelas. Talvez sejam os quartos dos apartamentos. Nunca vi ninguém.

Pensei em talvez fazer um atendimento sentada ali, naquele lugar, experimentando aquele ângulo de visão sobre o cliente. Provavelmente verei as pessoas de perfil.
O cliente vai se deparar com o sofá (ou a poltrona) vazio na sua frente. O lugar vazio na sua frente...boa ideia! Provocar! Desestabilizar!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sabedoria

Um Ermitão, uma dessas pessoas que por amor a Deus se refugiam na solidão do deserto, dos bosques ou da montanha, para dedicar-se somente à oração e à penitência, muitas vezes reclamava que tinha muito o que fazer.

Lhe perguntaram como era possível que em sua solidão, tivesse tanto trabalho...

Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quieto dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão.

Não vemos nenhum animal perto do local onde vives. Onde estão estes animais?

O Ermitão então explicou: - Estes animais, todos os homens têm - voces também os têm!

Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau! Tenho que domá-los para que só se fixarem sobre "UMA" boa presa!
São os meus olhos!

As duas águias, ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir.
São as minhas mãos!

Os dois coelhos, querem ir aonde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades... Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos, mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável!
São os meus pés!

O mais difícil é vigiar a serpente! Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, mal se abre a jaula, está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam! Se não a vigio de perto, causa danos!
É a minha língua!

O asno é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações! Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia!
É o meu corpo!

Finalmente, preciso sujeitar o leão... Ele sempre quer ser o rei, o mais importante! É vaidoso e orgulhoso!
É o meu Ego!

Portanto, há muito o que se fazer...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cor do texto"Jogo vida, jogo a tarde
Jogo a faca e a razão
Jogo o mundo à sua sorte
E aCor do texto mentira eu jogo ao chão
A roda vai rodar
Cor do textoECor do textou jogo o meu amor então
E se eu puder
Cor do textoEntrCor do textoo na roda e vou rodar também"
Cor do texto[Edu Lobo/Ruy Guerra]
Quase sempre me daparo com coisas que não posso mudar. Gostaria, desejaria, poderia, queria mudar. Tristemente percebo que não está ao meu alcance. Que não depende somente de mim. Existe o tempo correto para que as coisas mudem.
Cor do texto
" A minha tristeza não é feita deCor do texto angústias
A minha tristeza não é feita Cor do textodCor do textoCor do textoe angústias
A minha surpresa
A minha surpresa é só feita de fatosCor do texto
De sangue nos olhos e lama nos sapatos
Minha fortaleza
Minha fortaleza é de um silêncio infame
Bastando a si mesma, retendo o derrame
A minha represa"
[Chico Buarque/Ruy Guerra]
Quanta arrogância! Quanta vaidade!
Como se pode pensar em ser o centro do universo?
Como pode imaginar que o mundo gira ao seu comando?
Como pode querer adivinhar os pensamentos dos outros? Rivalidade? Disputa?
Por mim cooperação, ação conjunta...
Cor do texto
"Sonhar
mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender...
É minha lei!
É minha questão!
Virar esse mundo, cravar esse chão!
Não importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
por um pouco de paz..."
[Chico Buarque/ Ruy Guerra]

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Urso Branco da noite

Era uma vez uma mulher que morava com sua família numa cabana na floresta. Na cabana era possível encontrar seu marido, sua sogra, seus tres filhos. Do lado de fora da cabana estavam o cachorro da família, um camelo, um gato e algumas cabras. Todos os dias a mulher trabalhava cuidando da casa, da alimentação das crianças, dos adultos e dos animais. Ela era cuidadosa com o que fazia. Nunca deixava faltar alimento para todos, nem tão pouco deixava a casa ou a roupa da família desorganizada.
Ela acordava cedo, cuidava do café da manhã do marido, dos filhos, da sogra e começava a cuidar da casa e da roupa. Depois ia para o terreno e cuidava dos animais. Sempre teve muito prazer em realizar as tarefas para a família.
Certo dia, a noite já ia alta, ela levantou para verificar se a porta da casa estava trancada, se as janelas estavam fechadas, se as crianças estavam cobertas, se a sogra havia colocado as meias nos pés, pois ela era idosa e sentia muito frio nos pés e se seu marido já estava dormindo.
A filha caçula estava deitada sobre o tapete da sala aonde havia brincado ao entardecer. Era hora de levá-la para o quarto. Acomodou a menina na cama, ao lado da cama de sua avó e carinhosamente puxou a coberta sobre ela. Colocou ao lado da filha, a boneca com seu vestido de fada, que ela havia ganho de presente da madrinha.
A coberta era de pele de camelo e já era bastante gasta. A mulher estava muito cansada naquele dia. Ela observou que havia uma coisa estranha sobre a coberta, mas não conseguiu entender muito bem o que era. Parecia ter visto um urso branco... mas ela não conseguiu entender muito bem o que um urso branco estaria fazendo ali. Aquilo parecia estranho, parecia não existir, uma aparição! Como ela estivesse muito cansada, com muito sono, acreditou se tratar de sua imaginação... Mesmo assim, ela visualisou, misturada no que parecia ser a coberta de pele de camelo, algo como se fosse as tetas rosadas do urso que se deitara relaxadamente de barriga para cima, como se estivesse ibernando. Achou que estivesse ficando louca, mas concluiu que estava mesmo cansada e precisava dormir para recuperar suas forças.
Mal se deitou, ainda não havia pego no sono e logo viu uma luz vinda da janela, que obrigou-a a levantar e ver o que era. Um movimento de vizinhos vindos do lado de fora de sua casachamou sua atenção. Eles portavam tochas de fogo e cercavam sua casa.
Ela viu pela janela um homem portando uma corda grossa nas mãos, outro manobrando uma carroça que se colocava na porta dos fundos de sua cabana. Uma mulher olhando tudo horrorizada. De repente um enorme barulho, uma consufão! Ela então, num sobresalto, sentiu que aquilo que tinha tomado como uma sonolenta suposição, era verdade! Pulou da cama com a voz embargada, tentando gritar para o resto da família, que ainda dormia, o que acreditava estar acontecendo. Voou para o quarto onde havia deixado a filha caçula dormindo, abriu a porta e se deparou com a coberta de pele de camelo espalhada sobre a cama, um enorme urso branco sentado sobre sua filha caçula, com enormes dentes de fora e uma expressão de fúria em seus olhos! Entre o urso branco e a menina estava a boneca vestida de fada. A menina parecia calma, tranquila, mostrava que saberia lidar com as ameaças do urso.
Todos os outros habitantes da casa estavam tentando entender, tentando ver o que acontecia no quarto. Os vizinhos falavam alto do lado de fora da casa e se movimentavam tentando saber notícias sobre os moradores.
A mulher ficou paralizada. Sem ação, sem voz, com o coração aos saltos, olhando. Ficou congelada naquele lugar, naquele momento...
Abriu os olhos, olhou o relógio para saber que horas eram, esperou a respiração acalmar, o coração bater devagar, deitou e voltou a dormir.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Uma questão de escolha

Se as coisas não estão indo lá muito bem, precisamos redefinir nossas escolhas. Se estamos vivendo algo ou alguma coisa que não está satisfazendo nosso desejo é exatamente aí, que a revisão do caminho precisa ser feita.
Quando estamos num percurso, precisamos ver claramente o entorno. Com o que e com quem estamos nos encontrando, trocando... essa energia formada pela soma de "nós" é diferente da energia emitida por uma única pessoa.
Quando caminho só, não estou aberto a trocas. Quando caminho em companhia, estou abrindo canais de interação e já não se pode pensar em "minha energia", mas em "nossa energia". Já não prevalece "minha vontade", mas o que é possível a partir da soma de outras energias.
É preciso subir um degrau acima e ver com uma lente um pouco mais ampliada o que está acontecendo a partir de toda interferencia em volta.
Nosso desejo pode não estar sendo realizado por interferencia de outras energias ao redor e não somente daquela proveniente de dentro de nós.
É preciso um certo equilíbrio entre todos para que haja possibilidade de realização de desejos.
A certeza de que "intenções" diferentes podem retardar a realização de desejos, me leva a prestar atenção na questão da escolha do caminho e dos caminhantes.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Começo

Hoje acordei com vontade de efetivar a minha idéia de criar um blog. Não sei bem quem vai acessar esse recurso da Internet, mas já me basta escrever colocando minhas idéias no ar.
Hoje é sexta-feira, 10 de abril e no mundo inteiro se para pra pensar em Jesus Cristo. Imaginem a força desta data mundial, onde se pensa na Paixão de Cristo.
Eu pensei em todas os momentos desse tempo presente: terremoto na Itália, preocupação economica mundial... feriado, pessoas viajando, pessoas encontrando seus familiares e amigos... dramatização do calvário do Cristo... encontros... Minha lente de aumento se ampliou e visualizei o Planeta a 10.000 Km de distância! Que beleza! Como um grão de areia, enviei energia para todas as coisas presentes no planeta e dediquei um tempo de mim para aspergir positividade sobre ele.
Escrevendo, também sinto uma lente aberta capaz de emitir para várias partes do planeta meu mais elevado pensamento de Paz, Amor, Discernimento, Equidade, para todos.

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