Um Ermitão, uma dessas pessoas que por amor a Deus se refugiam na solidão do deserto, dos bosques ou da montanha, para dedicar-se somente à oração e à penitência, muitas vezes reclamava que tinha muito o que fazer.
Lhe perguntaram como era possível que em sua solidão, tivesse tanto trabalho...
-Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão.
-Não vemos nenhum animal perto do local onde vives! Onde estão estes animais?
O Ermitão então explicou: - Estes animais, todos os homens têm! Voces também os têm!
Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau! Tenho que domá-los para que só se fixem sobre "uma" boa presa! SÃO OS MEUS OLHOS!
As duas águias ferem e destroçam com suas garras! Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. SÃO AS MINHAS MÃOS!
Os dois coelhos querem ir aonde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades. Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos, mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável. SÃO OS MEUS PÉS!
O mais difícil é vigiar a serpente, apesar de estar presa numa jaula de trinta e duas barras! Mal se abre a jaula, está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto causa danos. É A MINHA LÍNGUA!
O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga a cada dia. É O MEU CORPO!
Finalmente, preciso sujeitar o leão. Ele sempre quer ser o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhos! É O MEU EGO!
Portanto, há muito o que se fazer...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Sabedor da situação, o gato que tudo escutava, virou-se para o coronel e falou com tom de deboche:
- Mas claro coronel! Faremos tudo que estiver ao nosso alcance!
Conhecendo o jeito esperto do gato, a onça não tardou a se apresentar também:
- É coronel, NÓS faremos tudo que estiver ao nosso alcance...
- Bando de bichos fingidos!- pensei eu. Todos se fazendo de gentis para tirar proveito da situação! Quanta malandragem! Quanta esperteza! Mas não há de ser nada, eu também não vou ficar aqui me roendo!
Me despedi e sai. Fui em frente, continuei pedalando pela alameda matutando sobre o ocorrido.
Me dei conta que quando vejo alguém dando uma de esperto, fico fula da vida querendo mostrar que percebi, que também sou esperta.
Depois de pedalar mais uns 2 km numa estrada cheia de buracos e pedrinhas, percebi que quando alguém dá uma de esperto, está pensando só nele mesmo. Não está considerando as qualidades e atributos do outro. É só ele.
Quando cheguei no quilometro 7, já não me importava mais quem era realmente esperto.
Tudo que eu via era o percurso, o quanto eu já havia pedalado e o que vinha pela frente. Não havia mais gato, nem onça no meu caminho. Todos ficaram para trás. O melhor mesmo ainda estava por vir...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Dia do Amigo

Não tem hora. Tem que acontecer a qualquer hora.
Não tem dia certo. Tem que acontecer quando estão todas prontas.
A hora é na hora. Nada programado, apenas formulado um único pensamento: "-vamos nos encontrar?"
O encontro, então, é mágico! Pleno! Fabuloso! A partir do desejo interior cada uma pelo encontro.
Um enorme bem estar! Um enorme prazer de estar com aquelas amigas!
Falamos, rimos, falamos mais, rimos mais! O café, o bolo, o tiramissu, o chocolate são só complementos de um anoitecer em companhia. É isso que preciso! Que mais eu posso querer? Acho que é isso que nós precisamos. Não sempre! Porque se for sempre, perde a graça do encontro. É preciso regar com a falta que voces me fazem!
Obrigado queridas amigas: Ciça, Emily e Angelita! Que bom que voces existem! Que bom que conheci voces!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Intervalo
Eu estava lá esperando o próximo cliente. Sentada olhando o relógio e vendo quanto tempo ainda teria até as batidas na porta acontecerem. Dali, a sala parecia apertada. As paredes muito próximas, pareciam se juntar.
Nunca atendi ninguém sentada ali. Sempre vamos para o outro ambiente, mais informal, mais parecido com a sala de estar da casa de todos nós. Arrumado para propiciar uma conversa. Geralmente eu fico a vontade. Não creio que o cliente se sinta assim.
Dali, eu via pela janela da sala a lateral de um outro prédio. Janelas pregadas na parede branca. Não costumo ver ninguém nas janelas. Talvez sejam os quartos dos apartamentos. Nunca vi ninguém.
Pensei em talvez fazer um atendimento sentada ali, naquele lugar, experimentando aquele ângulo de visão sobre o cliente. Provavelmente verei as pessoas de perfil.
O cliente vai se deparar com o sofá (ou a poltrona) vazio na sua frente. O lugar vazio na sua frente...boa ideia! Provocar! Desestabilizar!
Nunca atendi ninguém sentada ali. Sempre vamos para o outro ambiente, mais informal, mais parecido com a sala de estar da casa de todos nós. Arrumado para propiciar uma conversa. Geralmente eu fico a vontade. Não creio que o cliente se sinta assim.
Dali, eu via pela janela da sala a lateral de um outro prédio. Janelas pregadas na parede branca. Não costumo ver ninguém nas janelas. Talvez sejam os quartos dos apartamentos. Nunca vi ninguém.
Pensei em talvez fazer um atendimento sentada ali, naquele lugar, experimentando aquele ângulo de visão sobre o cliente. Provavelmente verei as pessoas de perfil.
O cliente vai se deparar com o sofá (ou a poltrona) vazio na sua frente. O lugar vazio na sua frente...boa ideia! Provocar! Desestabilizar!
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